quinta-feira, 22 de outubro de 2026
ELEIÇÕES 2026

A eleição de 2022 alterou a proporção, não a maioria, na Câmara dos Deputados

O resultado das eleições de 2022 elevou de 17,5% para 21,2% a participação feminina na Câmara dos Deputados. Apesar do crescimento de 19 cadeiras, as mulheres continuaram como minoria na composição eleita.
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O resultado das eleições de 2022 mudou a proporção entre homens e mulheres na Câmara dos Deputados, mas não alterou a maioria masculina na composição da Casa. A bancada feminina passou de 90 para 109 cadeiras, enquanto os homens ficaram com 404 dos 513 mandatos.

Com o novo resultado, a participação das mulheres subiu de 17,5% para 21,2% da Câmara. O crescimento corresponde a 19 cadeiras em relação à composição anterior e representa o maior número de deputadas eleitas até então.

O que mudou na composição da Câmara

A principal alteração observada após a votação de 2022 foi o aumento do grupo de mulheres entre os deputados eleitos. Na legislatura anterior, elas ocupavam 90 dos 513 assentos. A nova composição elevou esse total para 109.

O avanço, contudo, ocorreu dentro de uma Câmara que continuou majoritariamente masculina. Os homens passaram a ocupar 404 cadeiras, número que corresponde a 78,8% do total. A diferença entre as bancadas ficou em 295 assentos.

A conta resulta da distribuição das 513 cadeiras da Câmara: 109 destinadas às mulheres e 404 aos homens. Em termos proporcionais, a presença feminina se aproximou de pouco mais de um quinto do plenário, enquanto a masculina permaneceu próxima de quatro quintos.

Participação feminina supera 100 cadeiras

A eleição de 2022 levou a bancada feminina pela primeira vez à marca de 109 deputadas. O resultado também fez com que o grupo ultrapassasse a barreira de 100 cadeiras, uma mudança relevante na comparação com a legislatura anterior, que reunia 90 mulheres.

O aumento foi de 19 mandatos. Em percentual, a participação das mulheres cresceu 3,7 pontos percentuais, passando de 17,5% para 21,2% da Câmara eleita.

Embora o número de deputadas tenha alcançado o maior patamar registrado até aquele momento, a composição final não se aproximou de uma divisão equivalente entre os gêneros. A representação feminina ficou abaixo de um quarto das cadeiras, enquanto a maioria dos mandatos permaneceu com homens.

Como os números foram calculados

A proporção feminina é obtida pela divisão das 109 cadeiras ocupadas por mulheres pelo total de 513 vagas da Câmara. O resultado é de 21,2%. Pela mesma base, as 404 cadeiras ocupadas por homens correspondem a 78,8% do plenário.

Na composição anterior, as 90 deputadas representavam 17,5% da Casa. A diferença entre os dois resultados mostra um aumento de 3,7 pontos percentuais na participação feminina. Em números absolutos, a variação foi de 19 cadeiras.

Os dados permitem observar duas mudanças simultâneas no resultado de 2022. A primeira foi o crescimento da bancada feminina, que atingiu um novo recorde. A segunda foi a permanência de uma diferença ampla entre o número de homens e mulheres eleitos.

Maioria masculina permanece

Mesmo com a expansão da bancada feminina, os homens continuaram a representar a maior parte dos parlamentares eleitos. As 404 cadeiras masculinas superaram em 295 o número de assentos ocupados por mulheres.

A diferença entre as bancadas diminuiu em relação à legislatura anterior porque as mulheres conquistaram 19 cadeiras adicionais. Ainda assim, a distância numérica continuou expressiva: para cada cadeira feminina, havia aproximadamente quatro cadeiras masculinas na composição eleita.

O resultado significa que o crescimento da representação feminina não se traduziu em equilíbrio numérico entre os dois grupos. A mudança foi de escala da bancada feminina, sem alterar a maioria masculina que caracteriza a formação da Câmara.

O peso do resultado para a próxima legislatura

Os números das eleições de 2022 definiram uma Câmara com maior presença feminina do que a anterior. As 109 deputadas passaram a constituir 21,2% do total de parlamentares, contra os 17,5% registrados anteriormente.

O avanço também alterou a distância entre as duas bancadas. Antes, as mulheres ocupavam 90 cadeiras e os homens, 423. Depois da eleição, a composição passou a ter 109 mulheres e 404 homens. A diferença caiu, portanto, de 333 para 295 cadeiras.

Essa variação explica por que o resultado pode ser descrito ao mesmo tempo como um aumento expressivo da participação feminina e como a manutenção da predominância masculina. O número de mulheres cresceu, mas o grupo ainda ficou distante de ocupar metade das vagas da Câmara.

A nova composição, portanto, combinou um recorde de deputadas eleitas com uma maioria masculina de 404 cadeiras. A mudança registrada em 2022 esteve concentrada no aumento da bancada feminina, que ganhou espaço no plenário sem deixar de ser minoritária.

Um retrato numérico da representação feminina

Considerando as 513 cadeiras da Câmara, a composição eleita em 2022 ficou dividida entre 109 mandatos femininos e 404 masculinos. O grupo de mulheres representou pouco mais de um quinto do plenário; o de homens, pouco menos de quatro quintos.

Em comparação com a legislatura anterior, a presença feminina aumentou em 19 cadeiras e 3,7 pontos percentuais. O resultado fez a Câmara alcançar a maior quantidade de deputadas eleitas até então, mas não modificou o caráter majoritariamente masculino da Casa.

Os números mostram, assim, uma alteração na proporção de gênero da Câmara, mas não uma mudança na maioria do plenário. A eleição ampliou a participação das mulheres e reduziu a distância entre as bancadas, mantendo os homens como maioria entre os representantes eleitos.