sexta-feira, 30 de outubro de 2026
Amazonas

Resposta à estiagem combina entregas, aeronaves e fiscalização no Amazonas

Boletim estadual registra 47 municípios em emergência, 124.221 famílias atingidas e atuação contra incêndios, além de níveis distintos de qualidade do ar.
Resposta à estiagem combina entregas, aeronaves e fiscalização no Amazonas
Foto: Divulgação/Secom

A resposta do Amazonas aos efeitos da estiagem reúne distribuição de itens emergenciais, combate a incêndios, fiscalização ambiental e monitoramento da qualidade do ar. As ações foram detalhadas em boletim divulgado pelo Governo do Estado por meio do Comitê Permanente de Enfrentamento a Eventos Climáticos e Ambientais.

Segundo a Defesa Civil, 124.221 famílias foram atingidas pelo desastre de estiagem. O estado registra 47 municípios em situação de emergência e outros 15 em alerta. A lista de cidades afetadas inclui localidades da capital, do interior e das regiões de fronteira.

Entregas da Operação Estiagem

Em 27 de outubro, Anamã e Rio Preto da Eva receberam mais de 13 toneladas de alimentos. Os dois municípios terão, juntos, 670 cestas básicas, 400 kits de limpeza e 200 caixas d’água de 500 litros.

Com essas entregas, a primeira fase da Operação Estiagem 2026 passou a alcançar 15 municípios. O balanço estadual contabiliza 4.800 cestas básicas, equivalentes a aproximadamente 96 toneladas de alimentos, 3.400 kits de limpeza, 3.060 caixas d’água de 500 litros, três reservatórios de 5 mil litros e 18 kits purificadores de água. O governo informa que a continuidade das ações dependerá do monitoramento das condições hidrológicas e das demandas municipais.

Incêndios e fiscalização

Cerca de 1.500 servidores, entre bombeiros militares e brigadistas, participam das operações de prevenção e combate às queimadas. As equipes contam com 18 aeronaves: 16 cedidas pelo Governo Federal e duas pelo governo estadual. O estado também informou a contratação de mais 153 brigadistas florestais por meio do programa Floresta em Pé.

Entre 1º de junho e 28 de outubro, o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas contabilizou 3.914 ocorrências relacionadas a incêndios urbanos e florestais. No período, houve atuação no combate a 24.366 focos de incêndio, sendo 4.748 na capital e 19.618 no interior.

A Operação Tamoiotatá atua em 13 municípios, enquanto a Amazonas+Verde realiza ações de combate a incêndios em 33 cidades. Já a Operação Alerta Fogo fiscaliza o uso ilegal do fogo com drones e viaturas equipadas com internet via Starlink. Conforme as informações divulgadas pelo governo, multas e embargos podem ser aplicados em casos de infração.

Qualidade do ar

O monitoramento apontou que Parintins entrou em nível severo em 28 de outubro, com concentração de partículas finas MP2,5 superior a 125 microgramas por metro cúbico em 24 horas. O índice corresponde à classificação “Péssima” para a qualidade do ar.

Outros 13 municípios receberam alerta de nível alto, com concentrações entre 50 e 125 microgramas de MP2,5 por metro cúbico em 24 horas e classificação de “Ruim a Muito Ruim”. O nível moderado, associado a concentrações acima de 15 microgramas por metro cúbico em 24 horas, foi indicado para 25 municípios.

Como medida preventiva, decretos estaduais proibiram o uso do fogo por 120 dias em todo o Amazonas, ressalvadas as exceções previstas em lei. Também foram declaradas situações de emergência por 180 dias em áreas afetadas por incêndios florestais e em todo o estado devido à estiagem.

Fonte: Governo do Amazonas.

Foto: Divulgação/Secom