sexta-feira, 30 de outubro de 2026
Manaus

Atendimento especializado acompanha adolescentes com TEA em diferentes situações do cotidiano em Manaus

Unidade estadual atende 250 pessoas de 12 a 18 anos, oferece terapias e atividades de autonomia e promove orientação para familiares; apresentações também integram as ações.
Atendimento especializado acompanha adolescentes com TEA em diferentes situações do cotidiano em Manaus
Foto: Divulgação/Secom-AM

O Centro de Atenção Integral Juventude TEA desenvolve atividades voltadas a adolescentes de 12 a 18 anos com Transtorno do Espectro Autista (TEA) em diferentes situações da rotina, em Manaus. A unidade estadual oferece terapias, treino de tarefas domésticas e preparo de alimentos, além de acolhimento e orientação para familiares.

Localizado no bairro São Geraldo, na zona centro-sul da capital, o centro acompanha 250 adolescentes. Segundo o Governo do Amazonas, foram realizados mais de 20 mil atendimentos e consultas nos sete meses de funcionamento. A unidade foi inaugurada pelo governador Roberto Cidade em 9 de abril.

Atividades ligadas à autonomia

Uma casa funcional integra a estrutura do Juventude TEA e é usada nas chamadas Atividades de Vida Diária (AVD). No espaço, os adolescentes praticam tarefas domésticas e o preparo de alimentos. O atendimento também trabalha comunicação, socialização, confiança e expressão.

O diretor-executivo da unidade, Juliano Botero, afirmou que o acompanhamento considera os adolescentes, os profissionais e os familiares. Segundo ele, a terapia deve se estender ao contexto do domicílio e ao convívio diário, e não ficar restrita ao ambiente clínico.

Apresentações fora das salas

Entre as ações realizadas pelo centro está um show de talentos com participação de adolescentes, familiares e profissionais. Os participantes cantaram, tocaram instrumentos e se apresentaram diante do público. De acordo com o Governo do Amazonas, a iniciativa levou para outro ambiente habilidades trabalhadas nas terapias.

Flávia Raquel, de 14 anos, cantou durante o evento. A mãe, Amanda Costa da Silva, afirmou que a filha era reservada e passava parte do tempo isolada no quarto. Conforme o relato, depois do início do acompanhamento, Flávia passou a interagir mais e a estar mais presente na escola.

Para Flávia, subir ao palco representou um desafio. Ela contou que teve medo de errar, mas continuou a apresentação. A adolescente também afirmou ter percebido mudanças na forma de falar com as pessoas e de se expressar.

Outra apresentação foi a de Asafe, de 14 anos, que interpretou Michael Jackson. A mãe dele, Ione da Silva, relatou avanços na comunicação e na autonomia do filho, citando situações como cumprimentar pessoas, abraçar e fazer pequenas compras sozinho.

Também participaram Ádria Luandra, de 12 anos, que tocou um instrumento escolhido por ela, e outros adolescentes acompanhados pela unidade. A mãe de Ádria, Adriana dos Santos, disse que a filha passou a fazer amizades e a participar mais das atividades após iniciar as terapias.

Fonte: Governo do Amazonas.

Foto: Divulgação/Secom-AM