quinta-feira, 22 de outubro de 2026
SAÚDE

Como evitar queimaduras solares durante passeios no Amazonas

Saiba como evitar queimaduras solares durante passeios no Amazonas, quais áreas do corpo exigem mais atenção e quando procurar atendimento médico após a exposição ao sol.

Quem planeja fazer trilhas, passeios de barco, visitas a comunidades, atividades em praias de rio ou caminhadas ao ar livre no Amazonas precisa incluir a proteção contra a radiação ultravioleta no planejamento. O calor, a permanência prolongada fora de ambientes cobertos e a possibilidade de contato com a água podem aumentar a exposição ao sol e facilitar o surgimento de queimaduras.

Para evitar queimaduras solares durante passeios no Amazonas, a orientação é combinar diferentes medidas: escolher horários com menor intensidade de radiação, aplicar protetor solar corretamente, usar roupas que cubram a pele, proteger cabeça e olhos, buscar sombra e manter a hidratação. Nenhuma dessas medidas, isoladamente, substitui as demais.

Planeje o passeio considerando o horário

O Ministério da Saúde recomenda evitar a exposição direta ao sol entre 10h e 16h, período em que a radiação ultravioleta tende a ser mais intensa. Sempre que possível, atividades como caminhadas, visitas a áreas abertas e deslocamentos em embarcações devem ser organizados para o início da manhã ou o fim da tarde.

Quando não for possível evitar o período de maior incidência solar, é importante reduzir o tempo de exposição e programar pausas em locais cobertos. Árvores, áreas internas de embarcações, marquises e estruturas com cobertura podem ajudar, mas a sombra não elimina completamente a radiação. A luz solar também pode ser refletida pela água, pela areia e por outras superfícies claras.

Em passeios de barco, por exemplo, a sensação de vento pode diminuir a percepção do calor, mas não impede que a pele continue recebendo radiação ultravioleta. Por isso, a ausência de sensação de queimação durante o trajeto não deve ser usada como parâmetro para dispensar o protetor solar ou as roupas de proteção.

Use o protetor solar de maneira correta

O protetor solar deve ser aplicado antes da exposição, seguindo o tempo indicado pelo fabricante. Orientações do Ministério da Saúde mencionam a aplicação aproximadamente 30 minutos antes do contato prolongado com o sol. O produto precisa ser espalhado de forma uniforme nas áreas expostas, sem esquecer rosto, orelhas, nuca, pescoço, mãos, braços, pernas, pés e lábios.

Para atividades ao ar livre, a escolha deve considerar um produto com fator de proteção solar adequado e resistência compatível com suor e água. O Ministério da Saúde orienta o uso de filtro solar com FPS 30 ou mais em medidas de prevenção relacionadas à exposição solar e à insolação. A recomendação também é verificar as instruções do rótulo e reaplicar o produto durante a exposição.

A reaplicação deve ocorrer, em geral, a cada duas horas de exposição contínua e sempre depois de nadar, tomar banho, secar-se com toalha ou transpirar intensamente. Mesmo produtos descritos como resistentes à água não devem ser tratados como permanentes. A água e o suor podem reduzir a quantidade de produto que permanece sobre a pele.

Outro cuidado é não aplicar uma camada muito fina. A proteção indicada na embalagem depende da quantidade correta de produto. Quando a pessoa passa pouco protetor, o nível de proteção obtido pode ser inferior ao esperado. Também é importante verificar a validade e conservar a embalagem longe de calor excessivo.

Proteja a pele com roupas, chapéu e óculos

Roupas ajudam a reduzir a área diretamente exposta ao sol e são especialmente úteis em passeios longos. Camisas de mangas longas, calças leves, tecidos de trama mais fechada e peças próprias para proteção UV podem ser usados de acordo com o tipo de atividade e com o conforto necessário.

Roupas molhadas ou muito aderidas ao corpo podem oferecer proteção menor do que quando estão secas e cobrem adequadamente a pele. Por isso, após entrar na água, é recomendável trocar a peça molhada quando houver possibilidade ou reforçar a proteção das áreas expostas com protetor solar.

Chapéus ou bonés ajudam a proteger o rosto e a cabeça. Os modelos de abas largas também cobrem melhor as orelhas, a nuca e parte do pescoço. Em atividades sob sol forte, o acessório deve permanecer na cabeça, inclusive durante paradas e deslocamentos curtos.

Os olhos também precisam de proteção. Óculos de sol com proteção contra radiação ultravioleta ajudam a reduzir os danos causados pela exposição solar. A escolha deve considerar produtos com proteção UV informada pelo fabricante, e não apenas lentes escuras. Lentes escuras sem proteção adequada podem não oferecer a segurança necessária.

Não esqueça áreas que costumam ser ignoradas

As queimaduras solares aparecem com frequência em regiões que ficam fora da rotina de aplicação do protetor. Orelhas, nuca, linha do cabelo, ombros, peito do pé, joelhos, mãos e parte posterior das pernas exigem atenção durante passeios no Amazonas.

O couro cabeludo também pode sofrer queimaduras, sobretudo em pessoas com pouco cabelo ou com áreas expostas pela divisão dos fios. O uso de chapéu é uma das formas mais simples de reduzir esse risco. Em caso de exposição direta, o protetor deve ser utilizado apenas conforme as orientações do produto e sem contato com os olhos.

Os lábios podem ressecar e sofrer danos com a exposição repetida. O Ministério da Saúde recomenda o uso de protetor labial como parte da proteção solar. O produto deve ser reaplicado conforme a indicação do fabricante, principalmente após comer, beber ou entrar na água.

Água e hidratação também fazem parte do cuidado

A proteção contra queimaduras não substitui os cuidados para evitar desidratação e insolação. Passeios longos, calor intenso, esforço físico e baixa ingestão de líquidos podem favorecer mal-estar, dor de cabeça, tontura e fraqueza.

Leve água potável suficiente para o percurso e faça pausas regulares, preferencialmente em locais protegidos do sol. O Ministério da Saúde recomenda a ingestão constante de líquidos em viagens e atividades realizadas em clima quente. Bebidas alcoólicas devem ser evitadas ou consumidas com cautela, porque podem contribuir para a desidratação.

Também é importante não esperar a sede aparecer para beber água. Crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas podem exigir atenção especial durante atividades ao ar livre. Em grupos, os responsáveis pelo passeio devem verificar se todos estão se hidratando e fazendo pausas.

O que fazer ao perceber vermelhidão ou ardência

A pele que fica vermelha, dolorida, quente ou sensível após a exposição pode estar apresentando uma queimadura solar. A primeira medida é interromper a exposição e levar a pessoa para um local fresco e protegido. A ingestão de água pode ajudar nos casos de mal-estar associados ao calor, desde que a pessoa esteja consciente e consiga beber.

Não é recomendável continuar o passeio para “acostumar” a pele ao sol. A exposição adicional pode agravar a lesão. Também é importante evitar novas doses de sol sobre a área afetada até que a pele se recupere.

Quando surgirem bolhas extensas, dor intensa, febre, piora do estado geral ou sinais de desidratação, deve-se procurar avaliação em um serviço de saúde. As bolhas não devem ser estouradas sem orientação profissional, porque a pele lesionada fica mais vulnerável a infecções.

Reconheça sinais de insolação

Queimadura solar e insolação são problemas diferentes, embora possam ocorrer após uma exposição prolongada. Segundo o Ministério da Saúde, sinais como dor de cabeça, tontura, náusea, pele quente e seca, pulso acelerado, temperatura elevada, alterações visuais e confusão mental exigem atenção.

Em situações mais graves, podem ocorrer desmaio, convulsão, dificuldade para respirar, fraqueza intensa, temperatura corporal muito elevada e perda de consciência. Nesses casos, a recomendação é buscar ajuda médica imediatamente. A pessoa deve ser retirada do sol enquanto o atendimento é providenciado.

O risco é maior quando a exposição combina calor, esforço físico, pouca ingestão de líquidos e longos períodos sem sombra. Por isso, um passeio seguro depende não apenas do protetor solar, mas também de planejamento, pausas e observação dos sinais do corpo.

Crianças precisam de proteção reforçada

Crianças costumam permanecer mais tempo na água ou em atividades ao ar livre e podem não perceber que estão ficando queimadas. Cabe aos adultos reaplicar o protetor, conferir se o chapéu continua no lugar, oferecer líquidos e interromper a exposição quando necessário.

A proteção deve ser feita com roupas, sombra e horários adequados, além do produto indicado para a faixa etária. Para bebês menores de 6 meses, a recomendação prevista na regulamentação dos protetores solares é consultar um médico. Nessa idade, a prioridade é evitar a exposição direta e manter a criança protegida fisicamente.

Checklist para o passeio

Antes de sair, confira se o grupo tem protetor solar, protetor labial, chapéu ou boné, óculos com proteção UV, roupas que cubram a pele, água potável e uma forma de buscar sombra. Verifique também se o protetor está dentro da validade e se é adequado para o tipo de atividade planejada.

Durante o passeio, reaplique o produto, principalmente após entrar na água ou transpirar muito. Faça pausas, evite permanecer continuamente sob o sol entre 10h e 16h e observe sinais como vermelhidão, dor, tontura, náusea e fraqueza.

A prevenção é a maneira mais segura de aproveitar os rios, trilhas e demais atrações ao ar livre do Amazonas. A combinação de barreiras físicas, protetor solar, hidratação e organização do horário reduz o risco de queimaduras e de problemas relacionados ao calor. Para orientações gerais, consulte as recomendações do Ministério da Saúde para viajantes e procure atendimento profissional diante de sintomas intensos ou persistentes.