quinta-feira, 22 de outubro de 2026
Cidades

Contatos de casos ativos estão entre públicos indicados ao PPD em Manaus

Teste investiga infecção latente e requer retorno entre 48 e 72 horas; exame é oferecido em 55 unidades, segundo a Semsa.
Contatos de casos ativos estão entre públicos indicados ao PPD em Manaus
Foto distribuída pela Prefeitura de Manaus

Pessoas que tiveram contato próximo e prolongado com pacientes diagnosticados com tuberculose ativa estão entre os públicos indicados para realizar o teste tuberculínico, conhecido como PPD, na rede municipal de Manaus. O exame também pode ser solicitado a pessoas que vivem com HIV/Aids, têm condições que comprometem a imunidade ou vão iniciar tratamentos que reduzem a resposta imunológica.

A oferta do procedimento foi ampliada para 55 unidades da Rede de Atenção Primária à Saúde, conforme informação da Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa). São 50 unidades na região urbana e cinco na zona rural.

Novos pontos no Distrito de Saúde Oeste

Três Unidades de Saúde da Família passaram a realizar o teste em 20 de outubro: Adalgiza Barbosa de Lima, no Lírio do Vale; Santos Dumont, no bairro da Paz; e Dom Milton Corrêa, no bairro Santo Agostinho. As unidades ficam na área de abrangência do Distrito de Saúde Oeste.

O PPD é feito com a aplicação de uma pequena quantidade do derivado proteico purificado sob a pele do antebraço. A etapa seguinte depende do retorno do paciente à unidade entre 48 e 72 horas depois. Nesse período, um profissional verifica e mede o endurecimento no local da aplicação, interpretando a reação conforme critérios clínicos.

Exame não confirma doença ativa

Segundo Anne Kimi Okazaki, chefe do Núcleo de Controle da Tuberculose da Semsa, o teste investiga se houve contato com o bacilo da tuberculose mesmo quando a pessoa não apresenta sintomas. O resultado não diagnostica diretamente a tuberculose ativa. A finalidade é identificar uma possível infecção latente, quando a bactéria permanece controlada pelo sistema imunológico.

Quando há reação compatível com infecção, a investigação precisa continuar com uma avaliação clínica para descartar a doença em atividade. Se a tuberculose ativa for descartada, o tratamento preventivo contra a infecção pelo bacilo pode ser recomendado pelo profissional de saúde.

Tratamentos preventivos iniciados

Entre janeiro e outubro, a Semsa informou ter iniciado 927 tratamentos preventivos para tuberculose. Desse total, 248 pacientes concluíram o tratamento e 581 permaneciam em acompanhamento no período divulgado.

De acordo com as informações da secretaria, o tratamento preventivo pode durar três meses, com administração semanal de medicamentos, conforme o esquema indicado pelo profissional de saúde. Já o tratamento da tuberculose ativa tem duração mínima de seis meses, com possibilidade de variação de acordo com a avaliação clínica e a resposta do paciente.

Fonte: Prefeitura de Manaus.

Foto distribuída pela Prefeitura de Manaus